A empresa portuguesa Corticeira Amorim, com cerca de 150 anos de história, está a desenvolver novas aplicações para a cortiça, muito para além das tradicionais rolhas.
A empresa emprega cerca de quatro mil pessoas e fatura aproximadamente mil milhões de euros por ano.
A cortiça é utilizada, por exemplo, no isolamento térmico de veículos espaciais, incluindo projetos ligados à Agência Espacial Europeia, à NASA e à SpaceX. Serve também para revestir os pavimentos de navios de cruzeiro, fabricar materiais para a construção e absorver derrames de petróleo no mar, permitindo recuperar o óleo.
Outra aplicação passa pelos campos de futebol com relva artificial, onde pequenos grânulos de cortiça substituem a borracha. Segundo a empresa, estes campos podem reduzir em 40% o risco de lesões. O Real Madrid utiliza este material nos seus campos de treino.
A matéria-prima vem do sobreiro, uma árvore típica da região mediterrânica que pode produzir cortiça durante cerca de 200 anos. A primeira extração acontece quando a árvore atinge aproximadamente 25 anos, podendo depois ser descortiçada várias vezes ao longo da vida. Um exemplo de como um recurso natural português continua a encontrar novas aplicações na tecnologia e na indústria.