A Mata do Buçaco prepara-se para ser reconhecida como a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.
Este estatuto é atribuído a espaços naturais que cumprem critérios específicos de qualidade ambiental e que podem ser utilizados em programas de promoção da saúde e do bem-estar.
A terapia da floresta, também conhecida como forest therapy ou "banhos de floresta", consiste em caminhadas guiadas e momentos de contacto consciente com a natureza. Estudos científicos têm demonstrado que esta prática pode ajudar a reduzir o stress, baixar a pressão arterial, fortalecer o sistema imunitário e melhorar o humor e a qualidade do sono.
Classificada como Monumento Nacional, a Mata do Buçaco reúne centenas de espécies de árvores e plantas de todo o mundo, um ambiente muito preservado e condições consideradas ideais para este tipo de experiências. Com esta certificação, o Buçaco passará a integrar a rede internacional de florestas terapêuticas, reforçando também a oferta de turismo de saúde e bem-estar em Portugal.
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Beber café de forma moderada pode estar associado a uma melhor saúde do fígado.
Um estudo realizado com cerca de 500 mil pessoas, ao longo de vários anos, concluiu que os consumidores de café apresentam um risco significativamente menor de desenvolver cirrose, cancro do fígado e outras doenças hepáticas graves.
Em comparação com quem não bebe café, os participantes tinham menos 32% de risco de cirrose, menos 47% de risco de cancro do fígado e menos 42% de risco de morrer devido a doenças hepáticas. Os investigadores verificaram ainda níveis mais elevados de proteínas associadas ao bom funcionamento do fígado, mesmo entre pessoas que consumiam café descafeinado.
Apesar dos resultados promissores, os especialistas alertam que o café não substitui hábitos de vida saudáveis. Manter um peso adequado, limitar o consumo de álcool, praticar exercício físico e controlar fatores como a tensão arterial e o colesterol continuam a ser as medidas mais importantes para proteger o fígado.
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Uma equipa da Universidade de Yale descobriu que o rato-espinhoso-dourado, uma espécie que vive nos desertos do Médio Oriente, poderá ajudar a explicar como envelhecer de forma mais saudável.
Ao contrário da maioria dos ratos, que vivem menos de um ano na natureza, este pequeno mamífero pode viver até cinco anos mantendo grande parte das suas capacidades físicas e cognitivas.
Os cientistas encontraram níveis muito elevados de uma proteína chamada clusterina, também associada à longevidade em seres humanos centenários. Esta proteína ajuda a eliminar proteínas danificadas, reduz a inflamação e está ligada a um envelhecimento mais saudável.
O estudo revelou ainda que o sistema imunitário destes animais se mantém funcional durante muito mais tempo do que noutras espécies. Os investigadores acreditam que compreender estes mecanismos poderá, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de estratégias que promovam um envelhecimento saudável também nos seres humanos.
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Investigadores japoneses descobriram uma bactéria presente no intestino de uma espécie de rã que conseguiu eliminar completamente tumores em ratinhos com uma única administração.
O estudo abre uma nova via para o desenvolvimento de tratamentos contra o cancro.
A bactéria foi identificada após a análise de dezenas de microrganismos presentes em anfíbios e répteis. Nos testes realizados, mostrou-se mais eficaz do que alguns tratamentos atualmente utilizados, destruindo as células cancerígenas e, ao mesmo tempo, estimulando o sistema imunitário a combater o tumor.
Os investigadores sublinham que os resultados foram obtidos apenas em animais e que serão necessários mais estudos antes de avançar para ensaios em humanos. A equipa pretende agora testar esta abordagem noutros tipos de cancro, como o da mama, do pâncreas e o melanoma.
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Um novo teste à saliva poderá revolucionar o diagnóstico da endometriose, uma doença que afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade fértil.
A tecnologia, agora aprovada pelo Serviço Nacional de Saúde britânico, pode reduzir o tempo de diagnóstico de uma média de nove anos para apenas alguns dias.
A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, podendo atingir os ovários, as trompas de Falópio ou outros órgãos da região pélvica. A doença pode provocar dores intensas, menstruações abundantes, fadiga e dificuldades em engravidar.
O novo teste identifica marcadores biológicos presentes na saliva e permite detetar a doença sem recorrer a cirurgia. Os especialistas acreditam que um diagnóstico mais rápido permitirá iniciar o tratamento mais cedo, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida de milhares de mulheres.
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