Duas tartarugas marinhas da espécie tartaruga-oliva fizeram história ao construir ninhos e depositar ovos em praias do sul da Califórnia, nos Estados Unidos. É a primeira vez que há registo desta espécie a reproduzir-se na costa oeste do país.
As duas ocorrências foram detetadas com poucos dias de diferença, nas praias de Seal Beach e Huntington Beach. A espécie é considerada vulnerável e reproduz-se habitualmente em regiões como o México, a Costa Rica e a Nicarágua.
Perante a previsão de marés muito altas e ondas provocadas por tempestades, as autoridades resgataram 204 ovos dos dois ninhos e transportaram-nos para o Aquário do Pacífico, em Long Beach. Os ovos foram colocados em incubadoras com temperatura controlada, para tentar garantir o seu desenvolvimento.
Os cientistas admitem que as ondas de calor marinhas possam ter contribuído para a chegada destas tartarugas à Califórnia. Ainda não se sabe se os ovos irão eclodir.
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Um fóssil muito bem preservado, descoberto no deserto de Gobi, na Mongólia, está a mudar o que os cientistas pensavam sobre a evolução dos mamíferos durante a época dos dinossauros.
A nova espécie, chamada Tamirkhan balcarceli, viveu há milhões de anos e media cerca de 15 a 18 centímetros, da cabeça à cauda. Tinha patas traseiras compridas e dentes adaptados a uma alimentação sobretudo vegetal.
O estudo, publicado na revista científica Nature, concluiu que este animal pertencia a um grupo diferente daquele em que os investigadores o incluíam há décadas. A classificação anterior baseava-se principalmente nos dentes, que podem ser semelhantes em animais sem parentesco próximo, quando se adaptam a formas de vida idênticas.
Esta descoberta mostra que, para compreender a evolução dos mamíferos, não basta estudar os dentes: é fundamental analisar também o crânio e outras partes do esqueleto.
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O Vietname criou uma nova área de conservação para proteger o langur de Delacour, um dos primatas mais ameaçados do mundo. Esta espécie de macaco poderá contar com apenas 250 exemplares, distribuídos por cerca de 17 populações.
A reserva abrange mais de 3 mil hectares de florestas e formações rochosas calcárias, no norte do país. Uma parte será destinada à proteção rigorosa dos animais e outra à recuperação dos habitats naturais.
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Uma equipa de arqueólogos descobriu na Turquia um fragmento de uma cópia do Tratado de Kadesh, considerado o mais antigo tratado de paz conhecido do mundo.
A peça foi encontrada nas escavações do antigo palácio real hitita, em Hattusa, e contém parte do acordo que estabeleceu a paz entre o Egito e o Império Hitita, há cerca de 3.300 anos.
Por volta de 1300 antes de Cristo, os exércitos do faraó Ramsés Segundo e do rei hitita Muwatalli Segundo enfrentaram-se numa grande batalha, com dezenas de milhares de soldados e numerosos carros de combate. O confronto terminou sem um vencedor claro. Anos mais tarde, os dois povos chegaram a um acordo de paz, assinado pelo sucessor de Muwatalli.
O tratado estabelecia o fim das hostilidades, a amizade duradoura, o respeito pelos territórios e a ajuda mútua em caso de invasão ou revolta. Incluía ainda regras para a devolução de pessoas que fugissem de um reino para o outro, garantindo que não seriam castigadas nem teriam os seus bens destruídos.
O acordo foi escrito em escrita cuneiforme, na língua acádia, e também em hieróglifos egípcios. É especialmente importante porque sobreviveram versões dos dois lados, permitindo aos investigadores comparar os textos. Uma reprodução de uma das placas foi oferecida às Nações Unidas pela Turquia, em 1970.
O fragmento agora descoberto foi analisado durante cerca de um ano. Os arqueólogos esperam encontrar outras partes desta cópia, que poderão ajudar a conhecer melhor um dos primeiros grandes acordos diplomáticos da História.
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A empresa portuguesa Corticeira Amorim, com cerca de 150 anos de história, está a desenvolver novas aplicações para a cortiça, muito para além das tradicionais rolhas.
A empresa emprega cerca de quatro mil pessoas e fatura aproximadamente mil milhões de euros por ano.
A cortiça é utilizada, por exemplo, no isolamento térmico de veículos espaciais, incluindo projetos ligados à Agência Espacial Europeia, à NASA e à SpaceX. Serve também para revestir os pavimentos de navios de cruzeiro, fabricar materiais para a construção e absorver derrames de petróleo no mar, permitindo recuperar o óleo.
Outra aplicação passa pelos campos de futebol com relva artificial, onde pequenos grânulos de cortiça substituem a borracha. Segundo a empresa, estes campos podem reduzir em 40% o risco de lesões. O Real Madrid utiliza este material nos seus campos de treino.
A matéria-prima vem do sobreiro, uma árvore típica da região mediterrânica que pode produzir cortiça durante cerca de 200 anos. A primeira extração acontece quando a árvore atinge aproximadamente 25 anos, podendo depois ser descortiçada várias vezes ao longo da vida. Um exemplo de como um recurso natural português continua a encontrar novas aplicações na tecnologia e na indústria.
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