Uma equipa internacional de cientistas identificou, na Bolívia, uma nova espécie de pequeno felino selvagem, o Leopardus tilcayo, ou gato-tilcayo. É a primeira nova espécie de felino vivo descrita pela ciência em mais de um século.
O animal vive nos bosques nublados dos Yungas, nas encostas dos Andes. Tem cerca de 46 centímetros de comprimento e pesa apenas 1,4 quilos, sendo mais pequeno do que um gato doméstico. Tem pelo castanho-claro, com manchas escuras em forma de roseta.
A descoberta só foi possível através de análises genéticas. Os investigadores estudaram o ADN de 38 felinos do género Leopardus e perceberam que aquilo que se julgava ser uma única espécie correspondia, afinal, a várias espécies geneticamente distintas. A linhagem do gato-tilcayo terá seguido o seu próprio caminho evolutivo há cerca de 1,4 milhões de anos.
Curiosamente, o animal que ajudou a revelar a espécie foi encontrado ainda jovem por uma família local, que pensou tratar-se de um gato doméstico. Acabou num santuário de vida selvagem, onde despertou a atenção dos investigadores.
Ainda se sabe muito pouco sobre o gato-tilcayo. Há indícios de que é noturno e se alimenta de pequenos roedores, mas os cientistas estão agora a instalar câmaras nas florestas dos Yungas para descobrir quantos existem e conhecer melhor os seus hábitos.
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Astrónomos reuniram 16 imagens de galáxias, numa espécie de galeria de “joias cósmicas”, para mostrar ao público a enorme variedade de formas, tamanhos e fenómenos que existem no Universo.
As imagens combinam dados do observatório de raios X Chandra, da NASA, com observações de telescópios como o James Webb e o Hubble, entre outros. E podem ser consultadas aqui: https://science.nasa.gov/gallery/galaxy-gallery-galactic-gems-glisten-in-new-gallery-from-nasas-chandra/
As galáxias são geralmente divididas em três grandes tipos: espirais, como a Via Láctea; elípticas, muitas vezes associadas a galáxias mais antigas e a colisões entre galáxias; e irregulares, com formas muito diversas.
Segundo os investigadores, estudar outras galáxias ajuda também a perceber melhor a história e o futuro da nossa própria Via Láctea.
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Um novo estudo sugere que certas ondas cerebrais produzidas durante o sono profundo podem ajudar a proteger contra a progressão da doença de Alzheimer.
Investigadores da Universidade Concordia no Canadá acompanharam, durante três anos, 60 pessoas com Alzheimer ligeiro a moderado.
Verificaram que níveis elevados de orexina, uma substância do cérebro ligada à vigília, ao sono e ao apetite, estavam associados a maior declínio da memória e do pensamento, além de mais sinais de inflamação e neurodegeneração.
Mas este efeito parecia ser menor nas pessoas que apresentavam ondas cerebrais mais fortes durante o sono, sobretudo os chamados fusos do sono e oscilações lentas, associados à consolidação e preservação da memória.
Esta actividade cerebral pode dar alguma resistência aos efeitos negativos da orexina.
O estudo, publicado na revista Neurology, sugere que analisar estas ondas cerebrais e os níveis de orexina poderá ajudar a acompanhar a evolução do Alzheimer e, no futuro, a identificar tratamentos mais adequados.
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Nos Estados Unidos foram encontradas as primeiras pegadas conhecidas de um Tiranossauro rex adulto.
O rasto foi descoberto na Dakota do Norte, na Formação Hell Creek, e tem cerca de 66,5 milhões de anos. São quatro pegadas, com cerca de 91 centímetros cada, deixadas por um animal que caminhava a uma velocidade estimada entre 5,6 e 7,2 quilómetros por hora. A passada chegava aos quatro metros.
A descoberta é especialmente importante porque, até agora, já tinham sido encontradas algumas pegadas de T. rex juvenis e de espécies relacionadas, mas nunca um rasto claramente atribuído a um adulto.
E porquê? Porque as pegadas fossilizadas são muito mais raras do que os ossos. Para ficarem preservadas, é preciso que o animal caminhe sobre um tipo de sedimento adequado e que a marca seja rapidamente protegida antes de desaparecer pela erosão ou pela ação da água. Além disso, é necessário que essas camadas sobrevivam durante milhões de anos e acabem por ficar expostas à superfície.
Os investigadores fizeram um levantamento digital em alta resolução das pegadas e criaram modelos tridimensionais para as estudar.
A descoberta mostra que, ao contrário dos ossos, que revelam sobretudo a anatomia do animal, as pegadas registam um momento do seu comportamento e permitem perceber como se deslocava pela paisagem.
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Uma proteína produzida naturalmente por rãs pode ser a chave para criar um antídoto contra uma toxina mortal presente em alguns mariscos.
A toxina, chamada saxitoxina, é produzida por algas e pode acumular-se nos mariscos, provocando intoxicação paralítica. Atualmente, não existe um antídoto específico.
Investigadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, descobriram que uma proteína chamada saxifilina, encontrada nas rãs, consegue neutralizar a toxina.
Nos testes realizados em ratos, a proteína funcionou mesmo quando foi administrada depois da exposição à toxina, impedindo a intoxicação ou revertendo os seus efeitos em quase todos os animais.
A saxifilina funciona como uma espécie de esponja molecular: liga-se à toxina no sangue e impede que esta chegue às células nervosas e musculares.
A equipa está agora a estudar versões mais pequenas e modificadas da proteína, que possam ser usadas como futuro tratamento para intoxicações provocadas por diferentes variantes da saxitoxina.
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