Cientistas chineses desenvolveram um novo método de refinação de petróleo que permite reduzir o consumo de energia em cerca de 90%.
Ao contrário das técnicas tradicionais, que exigem aquecer o petróleo várias vezes a temperaturas elevadas, este processo utiliza membranas químicas para separar as moléculas à temperatura ambiente.
Em testes laboratoriais, os investigadores conseguiram separar o petróleo em três grupos de produtos, recuperando entre 85 e 90% dos componentes pretendidos.
A descoberta poderá reduzir os custos de produção e as emissões de dióxido de carbono associadas à refinação, uma indústria responsável por cerca de 1,3 mil milhões de toneladas de CO2 por ano.
No entanto, a tecnologia ainda precisa de ser testada à escala industrial para confirmar se poderá ser aplicada mundialmente.
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Investigadores australianos descobriram uma forma de produzir hidrogénio natural a partir de minerais presentes nas rochas, que poderá abrir novas possibilidades para a energia limpa.
A equipa da Universidade Edith Cowan estudou a magnetite, um mineral abundante na região de Pilbara, no oeste da Austrália. Em determinadas condições, quando este mineral reage com água quente no subsolo, pode libertar hidrogénio, um combustível que poderá ser utilizado em transportes pesados, como aviões, navios e comboios.
Em laboratório, os cientistas simularam as condições existentes em profundidade, usando água a 200 graus Celsius e pressão elevada. Verificaram também que a água produz mais hidrogénio quando consegue penetrar facilmente nas rochas, através de fissuras e poros.
A investigação ainda está numa fase inicial, mas poderá ajudar a identificar reservas naturais de hidrogénio e, no futuro, contribuir para produzir energia com menos emissões. Os cientistas admitem que a região australiana poderá ter um potencial importante, embora seja necessário perceber se o processo pode ser aplicado em grande escala.
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Depois de cerca de 200 anos de ausência, os bisontes estão de volta ao deserto de Chihuahua, no México.
A reintrodução aconteceu na reserva natural de Cuatrociénegas, uma zona árida com grande diversidade de plantas, água e dunas de areia. No ano passado, 48 bisontes foram transferidos para a Reserva de Vida Selvagem El Santuario.
O regresso destes animais pode ajudar a recuperar o equilíbrio do ecossistema. Os bisontes pisam e revolvem o solo, facilitando a entrada de água e sementes, espalham sementes através do pelo e fertilizam a terra com os excrementos.
No entanto, a presença de uma grande manada também traz desafios. Como existem poucos predadores naturais na região, a população pode crescer demasiado e entrar em conflito com os criadores de gado.
Os responsáveis pelo projecto estudam agora formas de gerir a manada de forma sustentável, seguindo exemplos de programas semelhantes nos Estados Unidos e no Canadá.
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O ator Christian Bale inaugurou, na Califórnia, uma nova aldeia destinada a crianças e jovens que estão no sistema de acolhimento.
O projecto, chamado Together California, nasceu de uma preocupação do actor: evitar que irmãos sejam separados quando entram no sistema de acolhimento.
O espaço, em Palmdale, tem 12 casas totalmente mobiladas, distribuídas por uma área de cerca de 4,7 acres. O projecto contou com vários apoios financeiros, incluindo mais de nove milhões de dólares angariados pelo Austrian American Council West e uma contribuição do actor Leonardo DiCaprio.
Christian Bale e a mulher, Sibi, interessaram-se por esta questão depois do nascimento da primeira filha. Ao conhecerem a realidade do sistema de acolhimento da Califórnia, descobriram que muitos irmãos acabam separados e crescem longe uns dos outros.
A nova aldeia pretende criar um ambiente estável e familiar, mantendo os irmãos juntos e oferecendo-lhes apoio, segurança e perspectivas para o futuro.
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Atenas está a transformar o antigo aeroporto da cidade num dos maiores parques urbanos da Europa.
O Ellinikon Park terá mais de 400 hectares, junto ao mar. É uma área equivalente a 560 campos de futebol, tornando o parque num dos maiores do Continente Europeu. O projeto foi pensado para ajudar a combater o calor extremo de Atenas.
Serão plantadas cerca de 30 mil árvores e três milhões de outras plantas, de mais de 520 espécies. A vegetação, os espaços de sombra, os sistemas de nebulização e os canais de água foram planeados para baixar a temperatura no parque em cerca de 4 graus Celsius, em comparação com zonas dominadas por betão e asfalto.
O parque terá ainda sistemas de aproveitamento da água da chuva e de reutilização de água para a rega, reduzindo o consumo de água potável.
Atenas é uma das cidades europeias mais afetadas pelas ondas de calor e já chegou aos 48 graus Celsius. O Ellinikon Park pretende, por isso, criar uma grande área verde capaz de proporcionar sombra e temperaturas mais baixas.
A abertura ao público está prevista para 2027.
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