O ator Christian Bale inaugurou, na Califórnia, uma nova aldeia destinada a crianças e jovens que estão no sistema de acolhimento.
O projecto, chamado Together California, nasceu de uma preocupação do actor: evitar que irmãos sejam separados quando entram no sistema de acolhimento.
O espaço, em Palmdale, tem 12 casas totalmente mobiladas, distribuídas por uma área de cerca de 4,7 acres. O projecto contou com vários apoios financeiros, incluindo mais de nove milhões de dólares angariados pelo Austrian American Council West e uma contribuição do actor Leonardo DiCaprio.
Christian Bale e a mulher, Sibi, interessaram-se por esta questão depois do nascimento da primeira filha. Ao conhecerem a realidade do sistema de acolhimento da Califórnia, descobriram que muitos irmãos acabam separados e crescem longe uns dos outros.
A nova aldeia pretende criar um ambiente estável e familiar, mantendo os irmãos juntos e oferecendo-lhes apoio, segurança e perspectivas para o futuro.
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Atenas está a transformar o antigo aeroporto da cidade num dos maiores parques urbanos da Europa.
O Ellinikon Park terá mais de 400 hectares, junto ao mar. É uma área equivalente a 560 campos de futebol, tornando o parque num dos maiores do Continente Europeu. O projeto foi pensado para ajudar a combater o calor extremo de Atenas.
Serão plantadas cerca de 30 mil árvores e três milhões de outras plantas, de mais de 520 espécies. A vegetação, os espaços de sombra, os sistemas de nebulização e os canais de água foram planeados para baixar a temperatura no parque em cerca de 4 graus Celsius, em comparação com zonas dominadas por betão e asfalto.
O parque terá ainda sistemas de aproveitamento da água da chuva e de reutilização de água para a rega, reduzindo o consumo de água potável.
Atenas é uma das cidades europeias mais afetadas pelas ondas de calor e já chegou aos 48 graus Celsius. O Ellinikon Park pretende, por isso, criar uma grande área verde capaz de proporcionar sombra e temperaturas mais baixas.
A abertura ao público está prevista para 2027.
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Uma pena preservada em fezes fossilizadas de dinossauro pode ajudar a explicar porque é que algumas aves sobreviveram à extinção em massa, há cerca de 66 milhões de anos.
A descoberta foi feita no estado norte-americano do Montana e analisada por investigadores do Field Museum de Chicago. O fóssil continha várias penas, escamas de peixe e ossos de uma ave aquática pré-histórica que não sobreviveu à extinção.
A análise revelou diferenças entre as penas destas aves e as das espécies que sobreviveram e deram origem às aves atuais. Os investigadores admitem que as penas destas últimas poderiam proporcionar um melhor isolamento térmico, uma vantagem importante durante o inverno prolongado que se seguiu ao impacto do asteroide.
O estudo, publicado na revista Current Biology, mostra como até as fezes fossilizadas podem guardar pistas importantes sobre a evolução das aves.
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Um estudo realizado na Tailândia revela que os elefantes conseguem controlar os seus impulsos e pensar antes de agir para resolver problemas.
A investigação, publicada na revista científica PLOS One, testou elefantes-asiáticos com uma caixa transparente que continha fruta. Apesar de conseguirem ver e cheirar o alimento, os animais aprenderam a resistir à tentação de o alcançar directamente, optando por uma abertura lateral.
Quando os investigadores mudaram a posição da abertura, os elefantes tiveram de adaptar a sua estratégia. Os animais mais velhos demoraram mais tempo a corrigir o comportamento.
Os resultados são a primeira evidência desta capacidade de controlo dos impulsos em elefantes e podem ajudar a compreender melhor as suas decisões e a prevenir conflitos com as comunidades humanas.
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A missão espacial BepiColombo, da Agência Espacial Europeia, alcançou uma etapa decisiva na sua viagem até Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.
Após mais de oito anos de viagem, a sonda iniciou a fase de chegada ao planeta, numa operação que incluiu nove passagens por outros planetas para ajustar a sua velocidade e trajetória.
A missão é uma parceria entre a Agência Espacial Europeia e a agência espacial japonesa. É apenas a terceira missão a visitar Mercúrio, depois das sondas Mariner 10 e MESSENGER, da NASA.
A BepiColombo é uma missão conjunta da Europa e do Japão, composta por duas sondas científicas que vão estudar Mercúrio em simultâneo. A viagem de quase 10 mil milhões de quilómetros exigiu nove passagens planetárias, aproveitando a gravidade de outros planetas para ajustar a trajetória e reduzir a velocidade da nave. No início do mês de setembro, o módulo de transporte separou-se com sucesso, concluindo a sua missão.
A entrada em órbita de Mercúrio está prevista para novembro, mas as observações científicas só deverão começar em abril de 2027. As duas sondas vão investigar a superfície, o núcleo rico em ferro e o campo magnético do planeta, procurando esclarecer mistérios como a presença de gelo nos seus polos, apesar das temperaturas extremas. Os dados poderão também ajudar a compreender como se formam os planetas tão próximos das suas estrelas.
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