Boas notícias para os leões asiáticos na Índia. A população destes animais aumentou 70 por cento na última década, enquanto o território onde vivem cresceu 15 por cento.
Na região de Greater Gir Landscape, no estado de Gujarat, existem agora 891 leões, contra 523 em 2015.
O leão asiático é hoje encontrado apenas na Índia e é mais pequeno do que o seu parente africano. Na década de 1980, restavam apenas entre 60 e 80 animais na região de Gir.
O aumento resulta de vários anos de esforços de conservação, incluindo a recuperação das populações de presas, como veados, javalis e antílopes.
Também o território ocupado pelos leões aumentou, passando de cerca de 30 mil para quase 35 mil quilómetros quadrados, distribuídos por 11 distritos.
Outro sinal positivo é o regresso natural dos leões à Reserva de Vida Selvagem de Barda, onde tinham desaparecido no século XIX. Desde 2023, a reserva voltou a ter leões a viver durante todo o ano.
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Uma planta conhecida como “feto da ressurreição”, a Pleopeltis polpodioides, está a inspirar uma nova forma de conservar vacinas sem frigorífico.
Esta planta consegue secar completamente e parecer morta durante meses, recuperando quando volta a ter água. A sua capacidade de resistir à seca está relacionada com a produção de trealose, um açúcar que protege as células.
Investigadores britânicos estão a aplicar este princípio a uma vacina em pó, que poderá ultrapassar a chamada cadeia de frio. Atualmente, milhões de doses são desperdiçadas quando as vacinas não conseguem ser mantidas à temperatura adequada, sobretudo em regiões com pouco acesso a eletricidade e refrigeração.
Nos primeiros testes, a vacina manteve-se estável durante um ano, mesmo à temperatura ambiente e depois de passar por grandes variações de temperatura.
Num ensaio com 60 pessoas, mostrou-se segura e produziu uma resposta imunitária semelhante à das vacinas convencionais.
Está agora previsto um novo ensaio com 160 participantes. A tecnologia poderá reduzir o desperdício e facilitar o acesso a vacinas em regiões onde a refrigeração é um desafio.
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ONU aprovou uma resolução para promover um novo mapa-mundo que representa de forma mais correta o tamanho dos continentes, sobretudo o de África.
O mapa mais utilizado atualmente, conhecido como projeção de Mercator, é usado desde o século XVI. O planisfério foi criado para a navegação, mas distorce as dimensões das regiões próximas dos polos. Por isso, faz com que a Gronelândia pareça ter praticamente o mesmo tamanho de África, quando, na realidade, África é cerca de 14 vezes maior.
A alternativa é a chamada projeção Equal Earth, criada em 2018, que representa de forma mais proporcional a área dos continentes.
A resolução foi aprovada por 164 países, com seis abstenções. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra. A decisão não é obrigatória, mas deverá incentivar instituições de todo o mundo a adotarem mapas mais fiéis às dimensões reais do planeta.
Os defensores da mudança dizem que os mapas não são apenas ferramentas de orientação: também influenciam a forma como percebemos a importância geográfica, económica e política de cada região.
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Arqueólogos descobriram centenas de estruturas geométricas escondidas na floresta da Amazónia, revelando que uma antiga civilização era muito maior do que se pensava.
Com recurso a tecnologia LiDAR, que usa lasers para mapear o terreno através da vegetação, foram identificadas 432 estruturas na Amazónia brasileira, 396 delas desconhecidas até agora.
Os investigadores acreditam que a civilização Aquiry poderá ter construído entre 24 mil e 30 mil destas estruturas, usadas provavelmente como espaços cerimoniais, políticos e de reunião.
A área conhecida desta civilização foi entretanto triplicada, de 60 mil para cerca de 183 mil quilómetros quadrados. Os investigadores estimam ainda que, entre os séculos I e IV, a região poderá ter sido habitada por 1 a 3 milhões de pessoas.
Uma descoberta que revela uma das maiores e mais desconhecidas civilizações da antiga Amazónia.
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A produção de cimento é uma das grandes fontes industriais de dióxido de carbono. Mas um novo estudo mostra que, no futuro, as fábricas de cimento podem passar de poluidoras a retirar CO2 da atmosfera.
Investigadores Ido nstituto Federal de Tecnologia de Zurique estudaram a combinação da produção de cimento com uma tecnologia chamada captura direta de carbono do ar. A ideia aproveita o calcário, que pode voltar a absorver CO2 depois de ser transformado em cal.
Segundo o estudo, se os fornos de cimento funcionarem com eletricidade de origem renovável, em vez de combustíveis fósseis, cerca de 78% das emissões podem ser anuladas.
O CO2 capturado seria depois comprimido e armazenado no subsolo, em vez de ficar preso no cimento.
As projeções indicam que, até 2050, esta tecnologia poderá retirar entre 85 e 96% mais CO2 do que aquele que produz ao longo de todo o processo.
Ainda há desafios: os equipamentos necessários não estão todos disponíveis à escala industrial e os custos também precisam de ser avaliados. Mas os investigadores consideram que a combinação pode ser uma solução promissora para tornar a indústria do cimento muito mais amiga do clima.
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