Pela primeira vez desde a Idade Média, Itália tem mais área coberta por floresta do que por terrenos agrícolas.
As florestas ocupam agora cerca de 155.000 km², sobretudo nas regiões montanhosas, resultado do abandono gradual de terras agrícolas nas últimas décadas.
Um relatório divulgado recentemente destaca que esta recuperação natural traz importantes benefícios ambientais, como a captura de carbono, a melhoria da qualidade do ar e da água, e a redução da erosão dos solos. O aumento das áreas florestais está também a favorecer o regresso de habitantes a algumas pequenas localidades do interior, contrariando anos de despovoamento.
Além disso, cria novos habitats para espécies como ursos, lobos, javalis e viados, ao mesmo tempo que abre oportunidades para o desenvolvimento do ecoturismo e de uma gestão florestal mais sustentável.
- Detalhes
- Categoria: É bom saber
- Read Time: 1 min
O Museu d'Orsay, em Paris, abriu uma galeria inédita dedicada a obras de arte saqueadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial e que ainda não foram reclamadas pelos seus legítimos proprietários.
A exposição apresenta, de forma rotativa, pinturas de mestres como Renoir e Degas, além de uma escultura de Rodin, com o objetivo de ajudar a identificar os herdeiros destas peças.
Durante a ocupação nazi de França, mais de 100.000 obras de arte e objetos culturais foram roubados. Cerca de 60.000 acabaram por ser recuperados após a guerra, mas milhares permaneceram sem um dono identificado.
Atualmente, 225 dessas obras continuam sob a guarda do Museu d'Orsay, enquanto decorre um cuidadoso trabalho de investigação para reconstruir a sua proveniência. Cada peça exposta é acompanhada pela informação conhecida sobre o seu percurso, desde o momento em que foi retirada aos seus proprietários até à chegada aos museus franceses.
Nos últimos 30 anos, o Museu d'Orsay já conseguiu devolver 15 destas obras às famílias dos seus verdadeiros donos, esperando que esta nova galeria permita agora identificar muitos mais herdeiros e reparar uma das consequências do saque artístico levado a cabo pelo regime nazi.
- Detalhes
- Categoria: É bom saber
- Read Time: 2 mins
Entrou em funcionamento o maior projeto de energia renovável da história dos Estados Unidos da América.
O projeto SunZia combina um parque eólico de cerca de 3650 megawatts com uma linha de transmissão de alta tensão com quase 900 quilómetros, levando eletricidade do Novo México até ao Arizona e a outros estados do oeste norte-americano.
Com capacidade para produzir mais energia do que a famosa Barragem Hoover, o sistema consegue abastecer cerca de 1 milhão de casas por ano. A infraestrutura utiliza tecnologia de corrente contínua de alta tensão, que permite transportar grandes quantidades de eletricidade com maior eficiência ao longo de longas distâncias.
A construção arrancou em 2023, criou mais de 2000 empregos durante a obra e deverá manter mais de uma centena de postos de trabalho permanentes.
Além de reforçar a produção de energia limpa, o projeto prevê gerar milhares de milhões de dólares em investimento para as comunidades locais ao longo das próximas três décadas, contribuindo para uma rede elétrica mais fiável, eficiente e preparada para as necessidades energéticas do futuro.
- Detalhes
- Categoria: É bom saber
- Read Time: 2 mins
Uma empresa chinesa concluiu um prédio de habitação com 26 andares em apenas 5 dias, recorrendo a um sistema inovador de construção modular em aço inoxidável.
Em vez de ser construído no local, o edifício foi montado a partir de módulos totalmente equipados, fabricados em fábrica, que já incluíam canalização, janelas, iluminação e cozinhas.
A tecnologia foi desenvolvida após o devastador sismo de Sichuan, em 2009, com o objetivo de criar edifícios mais resistentes aos terremotos.
Além de acelerar a construção, este método reduz o desperdício, o ruído e as emissões.
No futuro, o edifício poderá ser desmontado e transferido para outro local sem necessidade de demolição. 26 andares em apenas 5 dias, neste inovador sistema de construção modular.
- Detalhes
- Categoria: É bom saber
- Read Time: 1 min
Os Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, concluíram a digitalização de mais de 7 milhões de exemplares de plantas e fungos, criando um dos maiores arquivos digitais do mundo.
A coleção reúne amostras recolhidas ao longo de quase 200 anos, incluindo algumas da época de Charles Darwin.
Com recurso à inteligência artificial, os cientistas podem identificar espécies com maior precisão, descobrir plantas e fungos ainda desconhecidos e até confirmar espécies que já desapareceram. O projeto também pode acelerar a investigação em áreas como a medicina, a agricultura e o desenvolvimento de novos materiais, uma vez que muitas espécies escondem compostos com grande potencial científico.
Esta coleção passa agora a integrar uma base de dados internacional com mais de 145 milhões de exemplares, disponível de forma gratuita para investigadores de todo o mundo.
- Detalhes
- Categoria: É bom saber
- Read Time: 1 min