O rover Curiosity, da NASA, descobriu uma enorme área em Marte coberta por formas geométricas semelhantes a favos de mel.
As imagens foram captadas em junho, enquanto o rover atravessava o Valle Grande. Estas estruturas, conhecidas como fraturas poligonais, já tinham sido observadas anteriormente, mas nunca numa dimensão tão grande. Os padrões estendem-se até onde a vista alcança e envolvem inclusivamente uma formação rochosa com cerca de seis metros de altura.
Os cientistas estão a analisar a forma e a composição química destas estruturas para perceber como se formaram. Podem resultar de antigas fendas na lama, de ciclos de aquecimento e arrefecimento ou da pressão sobre sedimentos que continham água.
A descoberta é mais uma surpresa na missão do Curiosity, que explora Marte desde 2012 e já encontrou importantes indícios de que, no passado, o planeta teve água, condições químicas e nutrientes capazes de suportar vida microbiana.
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Um estudo descobriu que as baleias-cachalote libertam bolhas enquanto dormem, ajudando-as a manter-se debaixo de água e a evitar subir demasiado depressa à superfície.
Estas baleias descansam durante cerca de 10 a 15 minutos de cada vez, muitas vezes perto da superfície. Como a cabeça é muito grande e contém ar e outras substâncias que favorecem a flutuação, as bolhas ajudam a libertar parte desse ar e a controlar a sua posição na água.
Investigadores estudaram 42 cachalotes ao largo da Noruega, utilizando equipamentos que registaram os seus movimentos e as bolhas libertadas.
As baleias que descansavam perto da superfície sopravam bolhas com maior frequência, enquanto as que vinham de mergulhos profundos precisavam de muito menos.
Os cientistas ainda não sabem se este comportamento é consciente, mas consideram que pode ser uma forma engenhosa de garantir um sono tranquilo debaixo das ondas.
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Amy Winehouse está de volta às ruas de Camden Town, num novo vídeo realizado pelo português João Pombeiro.
O vídeo acompanha uma versão inédita de Tears Dry, lançada para assinalar os 20 anos do álbum Back to Black. O o realizador recorreu a imagens de arquivo e criou uma nova Camden através de colagem digital e animação, recuperando Amy Winehouse que nos deixou aos 27 anos em 2011.
João Pombeiro, artista visual e professor, já tinha trabalhado com os U2 num vídeo para o álbum Songs of Surrender. Neste novo projeto, recriou locais ligados à vida de Amy Winehouse, escondendo também várias referências à cantora e à sua música.
O trabalho foi realizado em cerca de um mês e recebeu uma reação muito especial: o pai de Amy Winehouse e os responsáveis pelo seu espólio consideraram o vídeo uma “obra-prima”.
A nova edição comemorativa de Back to Black chega a 23 de outubro, com demos inéditas, lados B e um concerto gravado em Amesterdão, em 2007.
O vídeo com realização de João Pombeiro pode ser conferido no YouTube.
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A Austrália decidiu excluir dos seus tops oficiais as músicas criadas em grande parte ou totalmente por inteligência artificial.
As novas regras da Associação Australiana da Indústria Fonográfica exigem que as canções sejam “substancialmente humanas”.
Os músicos podem continuar a usar IA como ferramenta, mas a composição, as vozes principais e os instrumentos de base devem ter intervenção humana. A masterização com ajuda de IA também continua permitida.
A decisão surge depois de uma música de Josh Fawaz, uma versão de “Like a Prayer”, de Madonna, criada com recurso a IA, ter chegado ao primeiro lugar do top de dança australiano.
A medida acontece numa altura em que a música gerada por IA cresce rapidamente. Um estudo indica que 38,5% das faixas lançadas em todo o mundo em julho recorreram a inteligência artificial.
Plataformas como o Spotify estão também a criar formas de identificar conteúdos produzidos com IA. O objetivo é aumentar a transparência e proteger a música criada por artistas humanos, numa indústria onde projetos musicais totalmente artificiais já conseguem conquistar milhares de ouvintes.
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Uma técnica simples pode ajudar as florestas recém-plantadas a crescer mais depressa e a armazenar mais carbono: espalhar pequenas quantidades de rocha basáltica triturada no solo.
A conclusão surge de um dos maiores estudos de campo sobre esta técnica, realizado no País de Gales por investigadores do Imperial College London, dos Royal Botanic Gardens Kew e da Universidade de Sheffield, em parceria com a Carbon Community.
No projeto Glandwr Forest Carbon Study, foram plantadas cerca de 26 mil árvores numa área de 10 hectares, dividida em 72 parcelas. Os investigadores testaram diferentes formas de ajudar as árvores jovens a desenvolver-se, incluindo a aplicação de basalto triturado no solo.
À medida que a rocha se degrada, liberta minerais e altera ligeiramente as características do solo, facilitando a disponibilidade e absorção de nutrientes importantes, como azoto e fósforo.
Os primeiros resultados são promissores: nas parcelas onde foi aplicado basalto, o potencial de armazenamento de carbono nas árvores, raízes e vegetação acima do solo aumentou cerca de 27%.
A equipa também testou a introdução de fungos e microrganismos provenientes de florestas maduras, que poderiam ajudar as árvores jovens a desenvolver melhor as raízes. Alguns carvalhos e abetos beneficiaram, mas, no conjunto do projeto, os resultados ainda não foram suficientemente consistentes.
A combinação das duas técnicas também não produziu, para já, melhorias significativas. Os investigadores acreditam que as árvores são ainda demasiado jovens e que será necessário acompanhá-las durante mais anos.
A experiência mostra, no entanto, que intervenções simples e baseadas na natureza podem ajudar novas florestas a estabelecer-se, aumentando o seu potencial para capturar carbono, melhorar os solos e contribuir para a biodiversidade.
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