O Museu d'Orsay, em Paris, abriu uma galeria inédita dedicada a obras de arte saqueadas pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial e que ainda não foram reclamadas pelos seus legítimos proprietários.
A exposição apresenta, de forma rotativa, pinturas de mestres como Renoir e Degas, além de uma escultura de Rodin, com o objetivo de ajudar a identificar os herdeiros destas peças.
Durante a ocupação nazi de França, mais de 100.000 obras de arte e objetos culturais foram roubados. Cerca de 60.000 acabaram por ser recuperados após a guerra, mas milhares permaneceram sem um dono identificado.
Atualmente, 225 dessas obras continuam sob a guarda do Museu d'Orsay, enquanto decorre um cuidadoso trabalho de investigação para reconstruir a sua proveniência. Cada peça exposta é acompanhada pela informação conhecida sobre o seu percurso, desde o momento em que foi retirada aos seus proprietários até à chegada aos museus franceses.
Nos últimos 30 anos, o Museu d'Orsay já conseguiu devolver 15 destas obras às famílias dos seus verdadeiros donos, esperando que esta nova galeria permita agora identificar muitos mais herdeiros e reparar uma das consequências do saque artístico levado a cabo pelo regime nazi.
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Entrou em funcionamento o maior projeto de energia renovável da história dos Estados Unidos da América.
O projeto SunZia combina um parque eólico de cerca de 3650 megawatts com uma linha de transmissão de alta tensão com quase 900 quilómetros, levando eletricidade do Novo México até ao Arizona e a outros estados do oeste norte-americano.
Com capacidade para produzir mais energia do que a famosa Barragem Hoover, o sistema consegue abastecer cerca de 1 milhão de casas por ano. A infraestrutura utiliza tecnologia de corrente contínua de alta tensão, que permite transportar grandes quantidades de eletricidade com maior eficiência ao longo de longas distâncias.
A construção arrancou em 2023, criou mais de 2000 empregos durante a obra e deverá manter mais de uma centena de postos de trabalho permanentes.
Além de reforçar a produção de energia limpa, o projeto prevê gerar milhares de milhões de dólares em investimento para as comunidades locais ao longo das próximas três décadas, contribuindo para uma rede elétrica mais fiável, eficiente e preparada para as necessidades energéticas do futuro.
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Uma empresa chinesa concluiu um prédio de habitação com 26 andares em apenas 5 dias, recorrendo a um sistema inovador de construção modular em aço inoxidável.
Em vez de ser construído no local, o edifício foi montado a partir de módulos totalmente equipados, fabricados em fábrica, que já incluíam canalização, janelas, iluminação e cozinhas.
A tecnologia foi desenvolvida após o devastador sismo de Sichuan, em 2009, com o objetivo de criar edifícios mais resistentes aos terremotos.
Além de acelerar a construção, este método reduz o desperdício, o ruído e as emissões.
No futuro, o edifício poderá ser desmontado e transferido para outro local sem necessidade de demolição. 26 andares em apenas 5 dias, neste inovador sistema de construção modular.
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Os Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, concluíram a digitalização de mais de 7 milhões de exemplares de plantas e fungos, criando um dos maiores arquivos digitais do mundo.
A coleção reúne amostras recolhidas ao longo de quase 200 anos, incluindo algumas da época de Charles Darwin.
Com recurso à inteligência artificial, os cientistas podem identificar espécies com maior precisão, descobrir plantas e fungos ainda desconhecidos e até confirmar espécies que já desapareceram. O projeto também pode acelerar a investigação em áreas como a medicina, a agricultura e o desenvolvimento de novos materiais, uma vez que muitas espécies escondem compostos com grande potencial científico.
Esta coleção passa agora a integrar uma base de dados internacional com mais de 145 milhões de exemplares, disponível de forma gratuita para investigadores de todo o mundo.
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O degelo do pergilissolo, mais conhecido pela expressão em inglês permafrost, ou seja, o solo que permanece congelado durante todo o ano, não liberta apenas dióxido de carbono para a atmosfera. Um novo estudo revela que este fenómeno também pode ajudar a remover parte desse CO2.
A investigação analisou 50 rios no Planalto do Tibete, uma das maiores regiões geladas de alta montanha do planeta. Os cientistas descobriram que, à medida que o solo descongela, ficam expostos minerais que aceleram a erosão química das rochas. Este processo natural absorve dióxido de carbono da atmosfera e transforma-o em carbono dissolvido na água.
Os investigadores calcularam que, em média, esta absorção compensa cerca de 35% das emissões de CO2 libertadas pelos rios. Em algumas zonas, onde o permafrost já está mais fragmentado, a quantidade de carbono absorvida chega mesmo a ultrapassar as emissões.
Os cientistas sublinham, no entanto, que o degelo continua a ser um problema para o clima. Mas esta descoberta mostra que existem processos naturais capazes de reduzir parte dessas emissões, um fator que deverá ser incluído nas futuras avaliações sobre as alterações climáticas.
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