Uma equipa da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, deu um passo importante na luta contra a cegueira ao conseguir restaurar a função da retina em ratinhos através de células estaminais.
Os investigadores criaram, pela primeira vez, células especializadas dos vasos sanguíneos da retina a partir de células estaminais pluripotentes induzidas, que depois foram implantadas em retinas danificadas.
As células integraram-se no tecido, regeneraram os vasos sanguíneos e melhoraram a visão dos animais, incluindo num modelo de retinopatia diabética, uma das principais causas de perda de visão em idade ativa.
A descoberta poderá abrir caminho a novos tratamentos para doenças da retina e facilitar o desenvolvimento de medicamentos, embora a investigação ainda esteja numa fase experimental e sejam necessários ensaios em humanos antes de poder chegar aos hospitais.
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Uma equipa da Universidade de Maastricht, nos Países Baixos, desenvolveu uma aplicação que poderá prever crises de asma até três dias antes dos sintomas mais graves aparecerem.
A tecnologia utiliza inteligência artificial para analisar pequenas alterações na voz gravadas diariamente através do telemóvel.
Num estudo com 73 pessoas com asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), os investigadores verificaram que, à medida que as vias respiratórias começam a fechar, a voz torna-se mais fraca, rouca e com mais pausas.
A deteção precoce poderá permitir iniciar o tratamento mais cedo, reduzindo o risco de agravamento da doença, internamentos e até de morte.
A aplicação, chamada TACTICAS, foi desenvolvida com a participação de doentes e continua em fase de investigação, estando agora a ser testada em novos estudos nos Países Baixos e no Brasil.
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A inteligência artificial está a revelar novos segredos dos antigos manuscritos carbonizados de Herculano, destruídos pela erupção do Vesúvio no ano 79 depois de Cristo.
Os investigadores conseguiram decifrar partes de vários pergaminhos, sem os desenrolar, recorrendo a tomografias de alta resolução e algoritmos de aprendizagem automática.
Entre as descobertas estão novos textos do filósofo grego Filodemo, incluindo a identificação de Sobre os Deuses, livro 8 e reflexões sobre a filosofia estoica escritas por um autor ainda desconhecido.
A biblioteca de Herculano, descoberta há cerca de 275 anos, é a única biblioteca completa que sobreviveu da antiguidade clássica.
Durante séculos, qualquer tentativa de abrir os pergaminhos provocava danos irreparáveis.
Agora, graças à inteligência artificial, já foi possível desenrolar de forma virtual um manuscrito com cerca de metro e meio de comprimento, revelando conceitos centrais da filosofia grega como a sabedoria prática e o autocontrolo.
Os investigadores acreditam que esta tecnologia vai permitir recuperar muitos outros textos perdidos e oferecer uma nova visão sobre o pensamento e a cultura do mundo romano.
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Moçambique deu mais um passo importante na recuperação da sua vida selvagem.
Nove rinocerontes-brancos foram reintroduzidos no Parque Nacional de Zinave, elevando para 61 o número total de rinocerontes no parque, entre as espécies branca e negra.
Estes animais tinham desaparecido da região durante a guerra civil, entre 1977 e 1992, devido à caça furtiva e à destruição dos ecossistemas. Nos últimos 10 anos, um vasto programa de conservação trouxe também mais de 2.500 animais de 16 espécies diferentes para Zinave, incluindo elefantes, girafas, zebras, búfalos e leopardos.
O projeto já registou o nascimento de crias de rinoceronte-negro e é apontado como um dos maiores sucessos recentes de recuperação de biodiversidade em África.
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Cerca de 50 milhões de pessoas distribuídas por 40 países africanos passaram a ter acesso à eletricidade graças ao programa Mission 300, uma iniciativa conjunta do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento.
Lançado em 2024, o projeto pretende reduzir para metade até 2030 o número de africanos sem acesso a uma rede elétrica fiável, numa região onde cerca de 600 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade.
Para alcançar esse objetivo, o programa financia infraestruturas e apoia a criação de planos nacionais para expandir as redes de energia. E os resultados já são visíveis: na Tanzânia, cerca de 7 milhões de pessoas passaram a ter eletricidade, enquanto na Etiópia foram ligadas à rede mais de 4 milhões.
Até ao momento, a iniciativa mobilizou cerca de 15 mil milhões de dólares em financiamento e continua a atrair novos investimentos. Segundo os responsáveis pelo projeto, o acesso à eletricidade é um passo essencial para impulsionar a economia, criar emprego, melhorar os cuidados de saúde, reforçar a educação e aumentar as oportunidades para milhões de pessoas em todo o continente africano.
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