A produção de cimento é uma das grandes fontes industriais de dióxido de carbono. Mas um novo estudo mostra que, no futuro, as fábricas de cimento podem passar de poluidoras a retirar CO2 da atmosfera.
Investigadores Ido nstituto Federal de Tecnologia de Zurique estudaram a combinação da produção de cimento com uma tecnologia chamada captura direta de carbono do ar. A ideia aproveita o calcário, que pode voltar a absorver CO2 depois de ser transformado em cal.
Segundo o estudo, se os fornos de cimento funcionarem com eletricidade de origem renovável, em vez de combustíveis fósseis, cerca de 78% das emissões podem ser anuladas.
O CO2 capturado seria depois comprimido e armazenado no subsolo, em vez de ficar preso no cimento.
As projeções indicam que, até 2050, esta tecnologia poderá retirar entre 85 e 96% mais CO2 do que aquele que produz ao longo de todo o processo.
Ainda há desafios: os equipamentos necessários não estão todos disponíveis à escala industrial e os custos também precisam de ser avaliados. Mas os investigadores consideram que a combinação pode ser uma solução promissora para tornar a indústria do cimento muito mais amiga do clima.