A NASA está a preparar a instalação de uma rede móvel 4G na Lua, em colaboração com os laboratórios Bell Labs, da Nokia.
O sistema deverá seguir para o espaço ainda este ano, a bordo de um foguetão Falcon 9, da SpaceX, e chegar à superfície lunar através de uma nave da empresa Intuitive Machines.
O equipamento vai permitir ligar uma nave a dois pequenos veículos robóticos, que irão procurar gelo de água. O objetivo é testar comunicações capazes de transmitir imagens de alta resolução e grandes quantidades de dados científicos para a Terra.
Esta tecnologia poderá ser essencial para futuras missões e para a instalação de uma presença humana mais permanente na Lua, permitindo aos astronautas comunicar com as equipas em Terra e, no futuro, até fazer videochamadas com as famílias. A água gelada encontrada na Lua poderá também ser aproveitada para obter água potável, oxigénio e combustível para foguetões.
Se o teste for bem-sucedido, esta rede poderá abrir caminho a novas formas de comunicação no espaço e ajudar a desenvolver sistemas mais resistentes para locais extremos na própria Terra.
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Uma substância produzida pelo organismo após o consumo de alimentos como romãs, nozes e frutos vermelhos poderá ajudar a melhorar a função cardíaca.
Investigadores do King’s College de Londres descobriram que a urolitina A melhora o relaxamento do coração, reduz a formação de cicatrizes e limita o aumento anormal do músculo cardíaco.
Nos testes realizados em animais, esta substância melhorou alguns indicadores da função cardíaca até 80%. Os cientistas também observaram resultados positivos em tecido cardíaco humano desenvolvido em laboratório.
A descoberta poderá abrir caminho a novos tratamentos para um tipo de insuficiência cardíaca em que o coração continua a bombear sangue, mas perde capacidade para relaxar e encher-se adequadamente. Esta condição representa cerca de metade dos casos de insuficiência cardíaca e pode provocar cansaço, falta de ar e menor capacidade para fazer exercício.
Apesar dos resultados promissores, são necessários mais estudos para confirmar estes benefícios em pessoas. Os investigadores sublinham que, para já, não existem provas suficientes de que comer romãs possa tratar a insuficiência cardíaca.
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Uma antiga igreja cristã do século V reabriu ao público em Alepo, na Síria, depois de 14 anos encerrada.
O complexo de São Simeão foi restaurado, com remoção de minas, reforço das estruturas e reparação dos danos provocados pela guerra e pelo terramoto de 2023.
O local foi construído entre 476 e 490, em homenagem a São Simeão Estilita, um religioso que viveu durante 37 anos em isolamente, primeiro como eremita na natureza e mais tarde, numa plataforma no alto de uma coluna de 18 metros, dedicado-se à oração.
Após a sua morte, milhares de peregrinos deslocaram-se ao santuário, que se tornou um importante centro de peregrinação cristã.
O monumento faz parte do Património Mundial da UNESCO, integrado nas Antigas Aldeias do Norte da Síria. A reabertura pretende também contribuir para a recuperação do turismo e a valorização do património histórico do país.
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Uma análise genética recente indica que as baleias-de-bossa do mar Arábico constituem uma subespécie distinta, que terá seguido o seu próprio percurso evolutivo durante dezenas de milhares de anos.
O estudo, publicado na revista Frontiers in Marine Science, analisou amostras genéticas de milhares de baleias e concluiu que esta população é bastante diferente das que vivem no Atlântico, no Pacífico e no hemisfério sul.
Ao contrário das outras baleias-de-bossa, estas permanecem durante todo o ano nas águas de Omã, sem migrarem para se alimentar ou reproduzir. Os investigadores acreditam que a abundância sazonal de nutrientes, provocada pelas monções, lhes permite encontrar alimento em águas tropicais.
A análise indica que esta linhagem se terá separado das restantes há cerca de 43 mil a 113 mil anos.
No entanto, o isolamento genético e a reduzida diversidade desta população tornam-na particularmente vulnerável. Entre as principais ameaças estão as redes de pesca, as colisões com navios, a poluição e as alterações climáticas, que podem afetar a disponibilidade de alimento.
Os investigadores defendem, por isso, o reforço das medidas de conservação para proteger esta população rara, cuja sobrevivência poderá estar em risco.
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Duas tartarugas marinhas da espécie tartaruga-oliva fizeram história ao construir ninhos e depositar ovos em praias do sul da Califórnia, nos Estados Unidos. É a primeira vez que há registo desta espécie a reproduzir-se na costa oeste do país.
As duas ocorrências foram detetadas com poucos dias de diferença, nas praias de Seal Beach e Huntington Beach. A espécie é considerada vulnerável e reproduz-se habitualmente em regiões como o México, a Costa Rica e a Nicarágua.
Perante a previsão de marés muito altas e ondas provocadas por tempestades, as autoridades resgataram 204 ovos dos dois ninhos e transportaram-nos para o Aquário do Pacífico, em Long Beach. Os ovos foram colocados em incubadoras com temperatura controlada, para tentar garantir o seu desenvolvimento.
Os cientistas admitem que as ondas de calor marinhas possam ter contribuído para a chegada destas tartarugas à Califórnia. Ainda não se sabe se os ovos irão eclodir.
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