Uma nova técnica de ressonância magnética pode ajudar a detetar doenças pulmonares mais cedo nas crianças, sem exposição a radiação.
Ao inalarem este gás, os doentes permitem que o exame mostre não só a estrutura dos pulmões, mas também como estão a funcionar, incluindo a entrada de ar e a passagem de gases para o sangue.
A técnica já está a ser usada num hospital pediátrico de Sheffield para acompanhar crianças com fibrose quística. Os investigadores dizem ter encontrado alterações que não eram visíveis nos exames de rotina.
A grande vantagem é poder repetir os exames ao longo dos anos sem acrescentar exposição à radiação, algo particularmente importante em crianças com doenças crónicas.
A equipa está agora a trabalhar com o Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra para adaptar esta tecnologia a aparelhos de ressonância magnética que já existem, o que poderá facilitar a sua utilização noutros hospitais.
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Amy Winehouse está de volta às ruas de Camden Town, num novo vídeo realizado pelo português João Pombeiro.
O vídeo acompanha uma versão inédita de Tears Dry, lançada para assinalar os 20 anos do álbum Back to Black. O o realizador recorreu a imagens de arquivo e criou uma nova Camden através de colagem digital e animação, recuperando Amy Winehouse que nos deixou aos 27 anos em 2011.
João Pombeiro, artista visual e professor, já tinha trabalhado com os U2 num vídeo para o álbum Songs of Surrender. Neste novo projeto, recriou locais ligados à vida de Amy Winehouse, escondendo também várias referências à cantora e à sua música.
O trabalho foi realizado em cerca de um mês e recebeu uma reação muito especial: o pai de Amy Winehouse e os responsáveis pelo seu espólio consideraram o vídeo uma “obra-prima”.
A nova edição comemorativa de Back to Black chega a 23 de outubro, com demos inéditas, lados B e um concerto gravado em Amesterdão, em 2007.
O vídeo com realização de João Pombeiro pode ser conferido no YouTube.
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Agricultores que viveram há milhares de anos no que é hoje a Colômbia construíram um enorme sistema de irrigação, considerado uma verdadeira obra de engenharia.
O mais surpreendente é que não há sinais de que tenha sido criado por um governo ou por um líder poderoso. O sistema foi construído através da cooperação entre comunidades locais.
Na região de La Mojana, canais e campos elevados ocupavam cerca de 500 mil hectares, uma área equivalente a três vezes o tamanho de Londres. A estrutura permitia controlar a água durante as épocas de chuva, armazená-la e redistribuí-la nos períodos mais secos, ajudando a combater tanto as cheias como as secas.
Os arqueólogos estudaram uma parte do sistema e concluíram que a sua construção poderá ter sido mais rápida e exigido menos trabalhadores do que se pensava.
A descoberta mostra que estas comunidades pré-hispânicas eram capazes de desenvolver soluções complexas e sustentáveis, organizando-se de forma cooperativa e trabalhando com a natureza, sem necessidade de uma autoridade central.
Este conhecimento antigo pode até inspirar soluções atuais para os problemas de gestão da água na Colômbia.
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A NASA encontrou uma forma de prolongar por mais um ano a missão da Voyager 2, que está no espaço há quase 50 anos.
A sonda é alimentada por um gerador que utiliza plutónio, mas a quantidade de energia disponível diminui cerca de quatro watts por ano. Para poupar energia, os engenheiros desligaram alguns componentes e fizeram alterações no sistema de aquecimento, mantendo a sonda à temperatura necessária para funcionar.
Esta operação, apelidada de “Big Bang”, permitiu libertar energia suficiente para manter os três instrumentos científicos que ainda estão ativos durante pelo menos mais um ano.
Sem esta intervenção, a NASA teria de desligar mais um instrumento antes do final de 2026.
A equipa planeia agora aplicar uma solução semelhante à Voyager 1, que está ainda mais distante da Terra. Cada watt poupado permite assim prolongar a recolha de dados científicos a partir dos limites do Sistema Solar.
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Há mais de 60 mil anos, grupos de Homo sapiens no sul de África já gravavam padrões geométricos complexos em cascas de ovos de avestruz.
Um novo estudo analisou 112 fragmentos encontrados na África do Sul e na Namíbia e concluiu que os desenhos não eram feitos ao acaso. Mais de 80% apresentam padrões organizados, com linhas paralelas, ângulos próximos dos 90 graus, grelhas e formas repetidas.
Segundo os investigadores, estas gravuras mostram que os nossos antepassados já conseguiam planear mentalmente formas e organizar o espaço de acordo com regras abstratas.
As cascas terão provavelmente sido utilizadas como recipientes para transportar água. Para os cientistas, estas marcas constituem uma das primeiras evidências de uma forma estruturada de pensamento geométrico e ajudam a compreender a evolução da capacidade humana para criar sistemas simbólicos.
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